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Sintomas e sinais de fibrilação auricular

Sintomas e sinais de fibrilação auricular

Sintomas e sinais de fibrilação auricular

Quais são os sintomas e sinais da fibrilhação auricular? (Tabela 3)

Alguns doentes com fibrilhação auricular podem não apresentar sintomas. Os sintomas mais comuns são as palpitações (uma sensação de tremor no peito). Outros sintomas habitualmente relatados são dispneia, cansaço, dor torácica, fadiga, tonturas e até perda de consciência (síncope). Os motivos pelos quais algumas pessoas com fibrilhação auricular apresentam sintomas, enquanto outras não, não são completamente conhecidos. Em muitos doentes, os sintomas estão relacionados com batimentos cardíacos acelerados. No entanto, alguns doentes têm outros sintomas, mesmo sem apresentarem uma frequência cardíaca rápida. Nalguns doentes ocorrem sintomas porque o coração bate demasiado devagar durante a fibrilhação auricular.

Uma frequência cardíaca irregular (normalmente confirmada pelo pulso - ou ouvindo o coração com um estetoscópio -) é o sinal mais comum de fibrilhação auricular no exame físico.

 

 

Tabela 1.

Sinais e sintomas comuns da fibrilhação auricular

Frequência cardíaca irregular

Palpitações

Dispneia

Sensação de fadiga excessiva ou falta de energia

Tonturas ou confusão

Atordoamento ou desmaios

Sensação de medo ou ansiedade

Mal-estar torácico ou dor torácica

Síncope (perda de consciência)

 

Quando é que deve procurar assistência médica imediata?

Alguns doentes com fibrilhação auricular podem apresentar sintomas desagradáveis que fazem com que sintam um extremo mal-estar, especialmente doentes que têm episódios de fibrilhação auricular que vão e vêm, conhecidos por fibrilhação auricular paroxística. Se sofrer algum ou todos os sintomas mencionados acima, deve procurar assistência médica imediata num hospital.

a fibrilhação auricular É PERIGOSA??

A fibrilhação auricular em si não representa um risco direto e imediato de morte, sendo que muitos doentes vivem com a arritmia durante décadas. No entanto, a fibrilhação auricular pode provocar complicações graves, tais como:

  • AVC
  • Insuficiência cardíaca

 

AVC

A complicação mais comum e mais grave da fibrilhação auricular é o AVC. O AVC ocorre em cerca de 1 em 20 dos doentes com fibrilhação auricular todos os anos. As pessoas com fibrilhação auricular têm um risco 5 vezes maior de sofrer um AVC em comparação com alguém da mesma idade e sexo que não tenha fibrilhação auricular.

Em geral, um AVC pode ocorrer numa de 2 formas: um vaso sanguíneo no cérebro pode ficar bloqueado (cortando o fluxo sanguíneo, o chamado AVC isquémico) ou começar a sangrar (o chamado AVC hemorrágico). Os AVC causados por bloqueio são mais comuns do que os AVC causados por hemorragia.

Figura 1: Imagens da formação de coágulos e de um AVC do website atual

 

Normal Heart Beat

 

 

POR QUE MOTIVO A FIBRILAÇÃO AURICULAR PROVOCA AVC?

Normalmente, os coágulos de sangue formam-se no apêndice auricular esquerdo, devido à diminuição do fluxo na zona. Isto acontece porque a atividade elétrica desordenada nas aurículas faz com que deixem de contrair corretamente, fazendo com que as células do sangue se fixem e aumentem o risco de coágulos. Uma vez formados, os coágulos podem soltar-se para o fluxo sanguíneo e bloquear artérias. Se isto ocorrer nas artérias do cérebro o doente sofre AVC. 

 

QUAIS SÃO OS SINTOMAS E OS SINAIS DE AVC?

A quantidade e o tipo de sintomas do AVC dependem da parte do cérebro envolvida. Quanto maior for o coágulo e a artéria bloqueada, mais devastadoras podem ser as consequências do AVC. Se se desprenderem coágulos muito pequenos do coágulo principal no coração, pode ocorrer um “mini-AVC” (denominado ‘acidente isquémico transitório’ ou AIT) e os sintomas podem desaparecer dentro de um dia.

As tabelas 4 e 5 apresentam os sinais e os sintomas mais comuns de AVC e deve procurar assistência médica imediata se sentir qualquer um deles, mesmos se os sintomas forem ligeiros e desaparecerem após alguns minutos:

Tabela 2.

Sinais e sintomas comuns do AVC

Adormecimento ou fraqueza facial, nos braços ou nas pernas, especialmente num dos lados

Assimetria na cara ou um dos lados da face descaído

Confusão mental ou dificuldade em compreender as outras pessoas

Sensações invulgares num dos lados do corpo

Dificuldade em falar (fala indistinta; não consegue repetir uma frase simples)

Incapacidade em engolir corretamente

Dificuldade em ver com um ou ambos os olhos (ou cegueira súbita)

Dificuldade em andar ou permanecer equilibrado ou coordenado

Fortes tonturas

Cefaleia grave que surge sem razão conhecida

 

Tabela 3.

Detetar um AVC: o acrónimo “F.A.S.T.” ("Face, Arm, Speech, Time" - face, braço, fala, momento)

Face descaída – Um dos lados da cara está descaído ou dormente? O doente consegue sorrir?

Fraqueza no braço – Um braço está fraco ou dormente? A pessoa consegue levantar ambos os braços? Um dos braços pende para baixo?

Dificuldade ao falar – Fala de forma arrastada? O doente consegue falar ou é difícil de entender? O doente consegue repetir uma frase simples, como “o céu é azul”?

Chegou o momento de chamar os serviços médicos de emergência – Se o doente mostrar qualquer um destes sintomas, mesmo que estes desapareçam, ligue para o número de emergência do seu país ou transporte o doente imediatamente para o hospital.

 

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

Os doentes com o acrónimo fibrilhação auricular de longa duração apresentam um risco de desenvolver insuficiência cardíaca, uma condição na qual o coração deixa de ser capaz de bombear uma quantidade suficiente de sangue para os órgãos e tecidos. Embora a fibrilhação auricular possa levar à insuficiência cardíaca, os doentes que têm insuficiência cardíaca por outros motivos apresentam uma maior probabilidade de desenvolver a fibrilhação auricular. Em algumas situações pode ser difícil estabelecer qual destas duas condições ocorreu primeiro, se ambas estiverem presentes. Nem toda a gente que tem fibrilhação auricular irá desenvolver insuficiência cardíaca.